quarta-feira, 21 de maio de 2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Global Games Rio: Chicago Bulls vs. Washington Wizards
NBA Global Games 2013 é uma turnê mundial, de pré-temporada, em que equipes da NBA fazem
partidas amistosas em várias cidades do mundo.
A turnê promoverá oito partidas de pré-temporada em
oito cidades de seis países e territórios. Ela incluirá ainda dois jogos
internacionais de temporada regular (calendário 2013/2014). Será a primeira vez
que a liga promove dois jogos de temporada regular fora dos Estados Unidos e do
Canadá numa mesma temporada. Foi também a primeira vez que a América do Sul
recebeu uma partida da NBA
Na semana passada, a partida histórica em que o Chicago Bulls bateu o
Washington Wizards por 83 a 81, a Arena HSBC, na Barra da Tijuca, Rio de
Janeiro, foi toda rubro-negra.
Fora de quadra, mascotes muito bem humorados, cheerleaders (líderes de
torcida) ao som de Anitta, e muita festa. Em quadra, frustração do torcedor
quando foi anunciado que o MVP da temporada 2011/2012, o armador Derrick Rose,
juntamente com o pivô Joakim Noah, seriam poupados por estarem machucados. Mas
os Bulls nem precisaram de seus maiores nomes para vencer o duelo do “NBA
Global Games”, válido pela pré-temporada. O cestinha da partida foi Taj Gibson,
com 18 pontos para os Bulls. O ala Luol Deng colaborou com mais 14. Pelo lado
do Wizards, o armador Boris Beal anotou 16 pontos. Um a mais que o ala
Webster.
A Loudness orgulhosamente sonorizou um dos eventos esportivos mais conhecidos no mundo e inédito no Brasil com: Sistema JBL Vertec 4889.
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Novo sistema de microfone Esfera da Sennheiser transmite em 5.1 a partir de dois canais
Foi apresentado pela primeira vez para o público, em setembro, no IBC em Amsterdam, o mais novo sistema de microfone surround da Sennheiser, o Esfera. Transmitindo em 5.1 a partir de dois canais, promete tornar a complicada microfonação em surround uma coisa do passado. O sistema é composto por um microfone estéreo de alta qualidade, o SPM 8000, projetado com a tecnologia do condensador de RF Sennheiser, e uma unidade de processamento SBP 8000, que converte o sinal estéreo em 5.1, seja em tempo real ou durante a pós-produção.
O pequeno tamanho do microfone e a versátil conectividade no processamento da unidade assegura que o Esfera possa facilmente ser integrado à cadeia de produção existente. Segundo a empresa, o sistema estará disponível a partir de Março de 2014.
"Esfera é um sistema de microfone surround ideal para qualquer formato de transmissão que requeira o áudio em 5.1 HD de um modo rápido e simples," diz Kai Lange, Gerente de Produtos de microfones com fio da Sennheiser. "As transmissões esportivas, em particular, serão beneficiadas com o Esfera. Essas transmissões são quase que inteiramente produzidas em 5.1 e lucrarão com a rápida instalação do microfone, e a facilidade de uso da unidade de processamento que o sistema oferece."
O Esfera é também o primeiro sistema que permite gravação de som surround 5.1 a partir de uma câmera wireless. Como o sistema requer somente dois canais, o áudio pode ser transmitido em conjunto com a imagem e depois ser convertido para 5.1 em uma OB van, por exemplo.
Esfera - o microfone estéreo SPM 8000
O pequeno tamanho do microfone e a versátil conectividade no processamento da unidade assegura que o Esfera possa facilmente ser integrado à cadeia de produção existente. Segundo a empresa, o sistema estará disponível a partir de Março de 2014.
"Esfera é um sistema de microfone surround ideal para qualquer formato de transmissão que requeira o áudio em 5.1 HD de um modo rápido e simples," diz Kai Lange, Gerente de Produtos de microfones com fio da Sennheiser. "As transmissões esportivas, em particular, serão beneficiadas com o Esfera. Essas transmissões são quase que inteiramente produzidas em 5.1 e lucrarão com a rápida instalação do microfone, e a facilidade de uso da unidade de processamento que o sistema oferece."
O Esfera é também o primeiro sistema que permite gravação de som surround 5.1 a partir de uma câmera wireless. Como o sistema requer somente dois canais, o áudio pode ser transmitido em conjunto com a imagem e depois ser convertido para 5.1 em uma OB van, por exemplo.
Esfera - o microfone estéreo SPM 8000
O SPM 8000 é composto por dois microfones condensadores de radiofrequência. Esse par de microfones oferece todas as vantagens dos microfones condensadores de RF da Sennheiser.
Os microfones apresentam um ruído extremamente baixo, garantido um som limpo. Devido ao design simétrico do transmissor, os microfones têm valores muito baixos de distorção. Eles são totalmente flutuantes e equilibrados e não necessitam de um circuito de equilíbrio adicional ou transformador para protegê-los da interferência de sinais externos.
Esfera - a unidade de processamento SBP 8000
A unidade de processamento Esfera usa um algoritmo especial para gerar um sinal full surround 5.1 com taxas de amostragem de até 96 kHz de sinal estéreo dos microfones. Um compressor integrado garante um bpm sinal de transmissão.
Para garantir o máximo em flexibilidade para o fluxo do sinal, o SBP 8000 é equipado com duas entradas analógicas XLR-3 com alimentação P48 e duas entradas digitais para um sinal AES3, e seis saídas digitais (esquerda, direita, centro, LFE, surround esquerdo, surround direito) para três sinais AES3.
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Fonte: http://www.musitec.com.br/
sábado, 21 de setembro de 2013
Expomusic 2013 - A influência da música Gospel
Quem pensa que somente os jovens
e aficcionados por música ficam ansiosos pelo Rock in Rio, está muito enganado.
A reboque do maior festival de música do mundo, quem comemora são as
fabricantes e revendedoras de equipamentos e instrumentos musicais. Nesta semana,
o setor que movimenta R$ 2 bilhões ao ano está bem longe do bate-cabeça no Rio
de Janeiro, fechando negócios que ultrapassarão os R$ 200 milhões.
A
Expomusic é a maior Feira de Música da América Latina. Uma feira esperada por
milhares de profissionais para a grande realização de negócios do ano e
desejada pelo grande público visitante.
Com o final do festival, quem já
tem uma queda pelo mundo da música acaba se rendendo aos estudos e aos
instrumentos. Os varejistas do setor aproveitam a Expomusic para fechar
negócios e garantir o estoque para atender a demanda do cliente final.
A maior
parte dos instrumentos vendidos vai parar nas mãos de roqueiros, que
representam 15% do público do setor.
No entanto, é na música gospel
que fica o principal motor do mercado. Evangélicos representam 12% dos negócios
fechados e católicos outros 5%. Essa evolução começou há cerca de cinco anos,
na tentativa das instituições de criar eventos com mais entretenimento para
atrair fiéis.
A Feira que começou no último dia
18, vai até o domingo, 22, na Expo Center Norte em São Paulo.
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013
O que utilizar em uma mixagem
Antes de tudo, é preciso lembrar da mais importante das coisas em um
trabalho: o cliente. Ele é a finalidade de todo o nosso esforço. Por mais
perfeita que uma mixagem soe para nós, se ela não agrada ao cliente ou se
demoramos a ponto de seu prazo e orçamento estourarem, o objetivo não foi
alcançado. Por isso, torna-se fundamental que desenvolvamos as capacidades de
se entender o que se precisa, de decidir que ferramentas usar e como fazer isso
no menor tempo, sem prejudicar a qualidade final.
Assim, o mínimo que a gente precisa saber ao se deparar com um canal a ser trabalhado é o que pretende usar, nem que seja somente a princípio. Embora seja óbvio o fato de que os diferentes canais que compõem uma mix interagem, esta interação está longe de ser um obstáculo tão grande a ponto de fazer com que nos confrontemos com uma indefinição. Afinal, se eu ficar indeciso porque a voz interfere no som do bumbo e vice-versa, eu não começo por canal nenhum.
Nesta nossa discussão, vamos nos concentrar nestes dois pontos básicos: vamos entender por que aparece a necessidade de se "mexer" no som de um canal e como se dá o processo de decisão sobre "o que" utilizar. A decisão de qual processador efetivamente usar vai depender de questões subjetivas (o gosto de cada um) e objetivas (o que se tem à disposição), e entrar neste aspecto tornaria nossa conversa aqui um tanto inútil (determinar como escolher o modelo de equalizador, por exemplo, seria exaustivo e não estaria ajudando muito, porque, como diria famoso político, estaríamos "dando o peixe, e não ensinando a pescar").
Antigamente, antes da chegada das DAWs (Digital Audio Workstation - Pro Tools e similares), havia certa "facilidade" neste aspecto. A gente simplesmente não tinha ferramentas suficientes. Tinha um equalizador por canal na mesa, mais uns poucos processadores no rack e olhe lá. Se a mesa fosse realmente bacana, tínhamos o luxo de um compressor por canal, o que facilitava bastante, mas daí até a gente poder escolher qual equalizador ou qual compressor queria usar havia uma enorme e intransponível distância.
Quando vejo hoje em dia alguém usando seis ou sete reverbs em uma música fico pensando como esta pessoa faria naquelas épocas. E não estou falando de muito tempo atrás, não. Até meados da década de 1990 era basicamente isso: poucos recursos e muita criatividade.
Assim, o mínimo que a gente precisa saber ao se deparar com um canal a ser trabalhado é o que pretende usar, nem que seja somente a princípio. Embora seja óbvio o fato de que os diferentes canais que compõem uma mix interagem, esta interação está longe de ser um obstáculo tão grande a ponto de fazer com que nos confrontemos com uma indefinição. Afinal, se eu ficar indeciso porque a voz interfere no som do bumbo e vice-versa, eu não começo por canal nenhum.
Nesta nossa discussão, vamos nos concentrar nestes dois pontos básicos: vamos entender por que aparece a necessidade de se "mexer" no som de um canal e como se dá o processo de decisão sobre "o que" utilizar. A decisão de qual processador efetivamente usar vai depender de questões subjetivas (o gosto de cada um) e objetivas (o que se tem à disposição), e entrar neste aspecto tornaria nossa conversa aqui um tanto inútil (determinar como escolher o modelo de equalizador, por exemplo, seria exaustivo e não estaria ajudando muito, porque, como diria famoso político, estaríamos "dando o peixe, e não ensinando a pescar").
Antigamente, antes da chegada das DAWs (Digital Audio Workstation - Pro Tools e similares), havia certa "facilidade" neste aspecto. A gente simplesmente não tinha ferramentas suficientes. Tinha um equalizador por canal na mesa, mais uns poucos processadores no rack e olhe lá. Se a mesa fosse realmente bacana, tínhamos o luxo de um compressor por canal, o que facilitava bastante, mas daí até a gente poder escolher qual equalizador ou qual compressor queria usar havia uma enorme e intransponível distância.
Quando vejo hoje em dia alguém usando seis ou sete reverbs em uma música fico pensando como esta pessoa faria naquelas épocas. E não estou falando de muito tempo atrás, não. Até meados da década de 1990 era basicamente isso: poucos recursos e muita criatividade.
Mas o que será que determina se precisamos ou não moldar o som de um canal?
INTERAÇÃO DE INSTRUMENTOS
Imaginemos um recital de música clássica em que uma cantora interpreta
uma peça acompanhada de uma orquestra de cordas. Será que o som que sai dos
violinos muda o som da voz? Ou será que a voz muda o som dos violinos? De fato,
ouvir voz e violinos é diferente de ouvir cada um em separado, mas a interação
deles é um fator artisticamente construtivo, e não destrutivo. Como não há
jeito de "equalizar" os violinos ou a cantora acusticamente, por que
será que surge a necessidade de fazê-lo eletronicamente, num ambiente de
mixagem?
A primeira diferença é o jeito como se grava. A situação em que ouvimos uma cantora e uma orquestra de cordas ao vivo (e sem amplificação) equivale eletronicamente a colocarmos um microfone estéreo na mesma posição e altura de nossos ouvidos. Desta forma, na "mixagem", certamente não precisaríamos mexer nem no som de um nem de outro (descontando momentaneamente as colorações provocadas pelo microfone). Na verdade, este tipo de gravação é extremamente realista, e existem situações, tipicamente na música clássica, em que se grava exatamente assim: numa sala de concerto com uma acústica excepcional, com apenas dois microfones estrategicamente colocados. Um belo exemplo é Moussorgsky: Pictures at an Exhibition/Night on The Bald Mountain, com Lorin Maazel regendo a Cleveland Orchestra, da Telarc/Lim, que mesmo sendo uma gravação de 1979 (uma das primeiras gravações em digital a aparecer no mercado), continua em catálogo. É uma performance fantástica e o som é de tirar o fôlego. Pode ser encontrada em diversas lojas na internet, como na Amazon, em http://tinyurl.com/nightmountain.
Porém existem dois aspectos importantes a considerar. Gravar deste jeito nos impede de mexer à vontade no som de cada instrumento, e nem sempre as performances de todos os músicos são equivalentes em termos de qualidade. Assim, em nome de termos o poder de controlar à vontade (dentro de certos limites) o som de cada instrumento, gravamos em separado e/ou colocamos os microfones mais próximos a cada um deles. E este jeito de gravar, embora seja extremamente útil, é, infelizmente, completamente antinatural. Não quer dizer que a falta de naturalidade seja ruim. Nada nos obriga a ficarmos presos à naturalidade de uma situação. A possibilidade de mexer diretamente em cada canal é uma ferramenta criativa importante e por isso universalmente utilizada.
Vejamos o caso da bateria, por exemplo. Não há nada menos natural do que colocar um microfone a dois centímetros de distância da pele de cada tambor, ou do hi-hat. Ninguém ouve bateria desta forma. Porém, o poder que isto nos proporciona é imenso. E a coisa é tão poderosa que hoje em dia o som de uma bateria gravada é uma entidade que não tem muito a ver com a experiência de se ouvi-la acusticamente. Experimente entrar numa sala onde uma bateria esteja sendo tocada e perceba se o que você ouve chega ao menos perto do que escuta em um CD. É totalmente diferente. Não estou discutindo aqui o que é "melhor", pois isto é uma questão subjetiva. Objetivamente, porém, o som da bateria moderna gravada (principalmente na música pop) é uma construção que todos nós acostumamos.
A primeira diferença é o jeito como se grava. A situação em que ouvimos uma cantora e uma orquestra de cordas ao vivo (e sem amplificação) equivale eletronicamente a colocarmos um microfone estéreo na mesma posição e altura de nossos ouvidos. Desta forma, na "mixagem", certamente não precisaríamos mexer nem no som de um nem de outro (descontando momentaneamente as colorações provocadas pelo microfone). Na verdade, este tipo de gravação é extremamente realista, e existem situações, tipicamente na música clássica, em que se grava exatamente assim: numa sala de concerto com uma acústica excepcional, com apenas dois microfones estrategicamente colocados. Um belo exemplo é Moussorgsky: Pictures at an Exhibition/Night on The Bald Mountain, com Lorin Maazel regendo a Cleveland Orchestra, da Telarc/Lim, que mesmo sendo uma gravação de 1979 (uma das primeiras gravações em digital a aparecer no mercado), continua em catálogo. É uma performance fantástica e o som é de tirar o fôlego. Pode ser encontrada em diversas lojas na internet, como na Amazon, em http://tinyurl.com/nightmountain.
Porém existem dois aspectos importantes a considerar. Gravar deste jeito nos impede de mexer à vontade no som de cada instrumento, e nem sempre as performances de todos os músicos são equivalentes em termos de qualidade. Assim, em nome de termos o poder de controlar à vontade (dentro de certos limites) o som de cada instrumento, gravamos em separado e/ou colocamos os microfones mais próximos a cada um deles. E este jeito de gravar, embora seja extremamente útil, é, infelizmente, completamente antinatural. Não quer dizer que a falta de naturalidade seja ruim. Nada nos obriga a ficarmos presos à naturalidade de uma situação. A possibilidade de mexer diretamente em cada canal é uma ferramenta criativa importante e por isso universalmente utilizada.
Vejamos o caso da bateria, por exemplo. Não há nada menos natural do que colocar um microfone a dois centímetros de distância da pele de cada tambor, ou do hi-hat. Ninguém ouve bateria desta forma. Porém, o poder que isto nos proporciona é imenso. E a coisa é tão poderosa que hoje em dia o som de uma bateria gravada é uma entidade que não tem muito a ver com a experiência de se ouvi-la acusticamente. Experimente entrar numa sala onde uma bateria esteja sendo tocada e perceba se o que você ouve chega ao menos perto do que escuta em um CD. É totalmente diferente. Não estou discutindo aqui o que é "melhor", pois isto é uma questão subjetiva. Objetivamente, porém, o som da bateria moderna gravada (principalmente na música pop) é uma construção que todos nós acostumamos.
Pois bem, gravamos as coisas separadas e nos preocupamos
individualmente com a qualidade de cada canal. Quando estamos
"timbrando" um instrumento, estamos otimizando o conjunto formado por
ele mais a sala, o microfone, sua posição, o cabo e o pré-amplificador, de
forma que o resultado gravado seja o mais funcional possível. Não
necessariamente o mais funcional significa o mais "bonito". Como a
gente não sabe ainda o que será preciso fazer neste som quando ele for somado
aos demais, é sempre bom deixar uma margem para manobra. No tempo da fita
analógica a gente tinha já que imprimir um som mais próximo do desejado, por
causa das limitações da mídia. Com os gravadores digitais, porém, posso afirmar
sem medo que não existe a menor necessidade de se equalizar durante a gravação.
Não é proibido fazê-lo, mas também não é necessário. Uma certa compressão pode
ser útil para que os trechos mais suaves não percam qualidade na conversão para
digital, mas se for usado um sistema de 24 bits, arrisco dizer que nem isso é absolutamente necessário.
Resumindo, então, na mixagem a gente precisa realmente
tomar cuidado com a interação dos diferentes canais para que a soma de todos
soe bem, uma vez que o jeito de gravar não leva em conta esta interação. Agora,
o fato deste fenômeno ocorrer não é determinante: é apenas uma consequência do
método.
PROCESSAR É PRECISO?
Tomando então um canal que desejamos inserir numa mix. Um bumbo, por exemplo. Eu estaria gastando o tempo valioso do leitor se ficasse aqui discorrendo sobre todas as possibilidades que enfrentamos nesta situação. Pra quem gosta de matemática, costumo dizer que uma mixagem é um sistema com mais variáveis do que equações, e, consequentemente, pode ter infinitas soluções ou nenhuma solução, mas jamais pode ter uma solução única (confira em Resolução de Sistemas Lineares, de J. M. Martínez e A. Friedlander). Pra quem não gosta, mesmo assim dá pra sacar que não existe "a" mixagem, mas "as possíveis mixagens". Não há mixagem errada, embora haja muitas mixagens certas.
Dizer aqui que cada equalizador tem um som ou um comportamento não ajuda muito. Então, o que buscamos sempre é simplificar. O ser humano tem esse jeito de resolver os problemas, seja pra levantar uma parede ou pra mandar um foguete pro espaço. A gente simplifica um problema grande, transformando-o em algo resolvível. Então, em vez de dizermos que não sabemos o que usar porque esse bumbo tem a sua individualidade e será acompanhado por mais algumas dezenas de canais, precisamos é nos apoiar fortemente na única coisa absolutamente definida quando se começa uma mixagem: a ferramenta que será usada para ouvi-la - nossos ouvidos.
Quando começamos a trabalhar em uma música, a única coisa de que temos certeza é que nossos ouvidos serão nossos guias e nossos juízes, e é por aí que devemos começar. Ou seja, voltando ao nosso bumbo primordial, vamos simplesmente ouvir o que ele tem a dizer. A partir daí a primeira coisa que precisamos gerar é uma opinião a respeito dele.
FORMANDO UMA OPINIÃO
Se eu julgar que um som precisa ser trabalhado e melhorado, o que posso usar para isso? Bom, felizmente as possibilidades não são tantas assim. A princípio, podemos mexer na resposta, em frequência, no volume e na ambiência. Como estamos trabalhando apenas em um canal, podemos momentaneamente parar de nos preocupar com sua interação com os outros. Ocupemo-nos, então, apenas com o som dele. Se julgamos que existem regiões de frequência que precisam ser mexidas, inserimos um equalizador. Se existem muitas variações de volume no canal, podemos inserir um compressor ou atuar no próprio áudio, alterando o ganho de certos trechos.
Tomando então um canal que desejamos inserir numa mix. Um bumbo, por exemplo. Eu estaria gastando o tempo valioso do leitor se ficasse aqui discorrendo sobre todas as possibilidades que enfrentamos nesta situação. Pra quem gosta de matemática, costumo dizer que uma mixagem é um sistema com mais variáveis do que equações, e, consequentemente, pode ter infinitas soluções ou nenhuma solução, mas jamais pode ter uma solução única (confira em Resolução de Sistemas Lineares, de J. M. Martínez e A. Friedlander). Pra quem não gosta, mesmo assim dá pra sacar que não existe "a" mixagem, mas "as possíveis mixagens". Não há mixagem errada, embora haja muitas mixagens certas.
Dizer aqui que cada equalizador tem um som ou um comportamento não ajuda muito. Então, o que buscamos sempre é simplificar. O ser humano tem esse jeito de resolver os problemas, seja pra levantar uma parede ou pra mandar um foguete pro espaço. A gente simplifica um problema grande, transformando-o em algo resolvível. Então, em vez de dizermos que não sabemos o que usar porque esse bumbo tem a sua individualidade e será acompanhado por mais algumas dezenas de canais, precisamos é nos apoiar fortemente na única coisa absolutamente definida quando se começa uma mixagem: a ferramenta que será usada para ouvi-la - nossos ouvidos.
Quando começamos a trabalhar em uma música, a única coisa de que temos certeza é que nossos ouvidos serão nossos guias e nossos juízes, e é por aí que devemos começar. Ou seja, voltando ao nosso bumbo primordial, vamos simplesmente ouvir o que ele tem a dizer. A partir daí a primeira coisa que precisamos gerar é uma opinião a respeito dele.
FORMANDO UMA OPINIÃO
Se eu julgar que um som precisa ser trabalhado e melhorado, o que posso usar para isso? Bom, felizmente as possibilidades não são tantas assim. A princípio, podemos mexer na resposta, em frequência, no volume e na ambiência. Como estamos trabalhando apenas em um canal, podemos momentaneamente parar de nos preocupar com sua interação com os outros. Ocupemo-nos, então, apenas com o som dele. Se julgamos que existem regiões de frequência que precisam ser mexidas, inserimos um equalizador. Se existem muitas variações de volume no canal, podemos inserir um compressor ou atuar no próprio áudio, alterando o ganho de certos trechos.
Agora, qual equalizador especificamente usar? Qual compressor? Pois bem, neste ponto eu vou contar o maior segredo para mixagens felizes e tranquilas: aprenda com tudo o que você fizer. É a velha história da experiência. Em resumo, se a gente aprende com tudo o que faz, vai montando um estoque de soluções para os problemas. E os erros e os problemas ensinam muito mais do que os acertos. Assim, na próxima vez em que você trabalhar em um instrumento, procure memorizar o tipo de solução que usou. Depois de você corrigir uma "cantada" de caixa de bateria atenuando 490 Hz em umas três situações, provavelmente já irá direto nessa frequência na quarta, mesmo que lá na frente seja necessário reajustá-la. Este será o ponto de partida. E quanto a quais plug-ins ou processadores efetivamente usar, depois de um tempo você vai observar que existe um grupo relativamente pequeno de ferramentas que a gente acaba preferindo. Isto não é errado: é apenas producente. Se determinado equalizador lhe deu um resultado bacana hoje, por que não começar usando ele na próxima vez?
Só que a gente não deve esperar até a hora de uma mixagem ou gravação pra valer para testar as ferramentas de que dispõe. Assim que temos acesso a um novo equipamento, plug-in ou processador, precisamos testá-lo o mais rápido possível na maior quantidade de situações que pudermos. Desta forma, estaremos aumentando nosso vocabulário de recursos e já poderemos estabelecer mentalmente em que situações poderá valer a pena usá-lo.
Só que a gente não deve esperar até a hora de uma mixagem ou gravação pra valer para testar as ferramentas de que dispõe. Assim que temos acesso a um novo equipamento, plug-in ou processador, precisamos testá-lo o mais rápido possível na maior quantidade de situações que pudermos. Desta forma, estaremos aumentando nosso vocabulário de recursos e já poderemos estabelecer mentalmente em que situações poderá valer a pena usá-lo.
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Fonte: http://www.musitec.com.br - Engenheiro Eletrônico: Fábio Henriques
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Radicais Livres - Goiânia 2013
Cerca de 50 mil pessoas participaram da 12ª edição da
Conferência Radicais Livres, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, na noite de
sexta-feira, 6. Organizado pela Igreja Videira, o evento reuniu fiéis de todo o
país.
A programação continuou no sábado, 7. À noite, houve
apresentações do cantor Fernandinho e do Ministério Nova Geração. Os shows
foram alternados com palestras do fundador da Igreja Videira, Aluízio Silva; do
fundador do Ministério Radicais Livres, Naor Pedrosa; e com o presidente da
Vinha Internacional, Marcelo Almeida.
O Radicais Livres é um dos maiores eventos Gospel do país. Na
edição desse ano foi sonorizado pela Loudness, utilizando como sistema de som
principal:
L-Acoustics K1, com SB 28 (subwoofers) e
LA RAKs, delay L-Acoustics V-DOSC, duas Digidesign Profile no FOH e duas Yamaha
PM5DRH no monitor. Sennheiser
2000 In Ear Monitor.
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